À FRANCESA
Por Renata Maranhão para Brasil Travel News 244
2009 é o ano da França no Brasil e nada me vem melhor à cabeça do que relembrar a história de amor que o Brasil tem com a moda parisiense. A influência desembarcou no Brasil, mais precisamente em 1808, junto com a família real. Porém, somente 8 anos depois, a capital do Rio de Janeiro se esforçava em ser um pedaço de Paris, com as mulheres empoadas pelas ruas (difícil de imaginar a cena, com os famosos 40 graus da capital carioca), falando a chiquérrima língua francesa.
No fim do século, os endinheirados começam a formar a própria moda e costureiros se impõem. Saem de cena os espartilhos (ufa!) e a moda se democratiza.
Eis que surge Madame Chanel - que dispensa maiores apresentações – revolucionando a moda e estilo reverenciado até os dias de hoje. Da vestimenta masculina, ela pegou “emprestado” calças e pulôveres. Madame Chanel achava crucial que a moda feminina do século XX tivesse características funcionais. Ela foi a grande responsável por trazer a calça ao guarda-roupa feminino. Descartou adornos superficiais, criou uma moda esportiva e acrescentou elegância em tudo isso. Graças a ela, um novo estilo feminino se sedimentou após a Primeira Guerra Mundial, e em 1916 Chanel desenhou trajes confeccionados com lã (na época, o tecido era reservado para as roupas de baixo, underwear). Estilo que se convencionou com saias mais curtas, na altura dos joelhos, casaquetos de malha com uma linha simples, cores de um só tom, porém somado a acessórios clássicos e femininos, como colares de pérolas e um pequeno ramo de cravos ou camélias.
Pois o que se caracterizou como a “Moda dos Anos 20” volta redesenhada. De cravos e camélias, vemos cachecóis de fuxico ou broches de tecido com a forma de flor.
O tricô ganhou sustentações de alfaiataria, casaquetos com fitas de gorgorão, boinas. Maxipull sem mangas servem para todas e dá um ar glamoroso se usado sobre uma segunda pele (forte candidata a peça-chave neste inverno).
Pérolas enormes, justo no pescoço, brincos... Muitas meninas herdam os colares de pérolas de suas mães ou avós e agora é a hora perfeita para as tirarmos das caixinhas de jóias guardadas há tempos nos armários.
A rainha da Inglaterra usa sempre as suas inseparáveis pérolas. O curioso é que durante o encontro da rainha com o casal Obama, Michelle também elegeu o colar para compor o figurino. É interessante o fato de que para usá-las, não há restrição de idade. Das clássicas, elas se alongaram, fios de 1m (também chamado de maxicolares) para enfeitar qualquer tipo de figurino. Carrie Bradshaw – personagem de Sarah Jessica Parker no filme Sex and the City – a usava até para dormir, longo e de uma volta só! Pois o longa-metragem longametragem acendeu uma luz no estilo vintage e já perdura, mesmo com o filme já “velho”. Uma jóia que agrada de Audrey Hepburn às adeptas do estilo hippie-chic, permitindo múltiplas interpretações.
Estilistas vão à França todos os anos se inspirar, buscar referências. Desenham até dentro dos metrôs parisienses apenas para observar como as francesas se vestem.
Afinal, Paris é chique, atemporal. Et Vive la fête! Vive et année de la France au Brésil! Au revoir!
Agradecimentos:
Ilustração: Markos Camargo –
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Bibliografia:
MODA – Desde el Siglo XVIII al Siglo XX (Ed. Taschen)